Mostrando postagens com marcador Mudanças. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mudanças. Mostrar todas as postagens

sábado, 10 de março de 2012

Como Tornar as Mudanças no Ambiente de Trabalho um Processo Útil – SEGUNDA PARTE - Professor Beserra



Como Tornar as Mudanças no Ambiente de Trabalho um Processo Útil – Segunda Parte
Professor João Beserra da Silva
          
Continuação da Primeira Parte:

O entendimento vem da consciência clara do "seja gerente de você mesmo" e da posse desse compromisso pessoal. Para demonstrar que pode, é preciso que trace seus próprios objetivos e seus planos individuais. Que saiba administrar o seu salário, o seu desenvolvimento pessoal, a sua evolução; porque tudo é consequência da visão pessoal de cada qual. Assim todos entenderão a visão da corporação, da entidade, do órgão público e estarão firmes no seu foco. Algumas empresas aboliram o cartão de ponto, o que permite ao colaborador gerenciar todo o seu tempo, sem perder o foco da tarefa. Esses fundamentos afirmam "seja você mesmo", mas com responsabilidade, consciência e maturidade, pois deve entregar a sua tarefa, cumprindo a sua missão, como parte eficiente do todo eficaz.

          O ambiente é estimulante quando agradável. Quando as pessoas são transparentes, sinceras, leais; quando se olham nos olhos; quando sorriem umas para as outras com autenticidade. Ao mudar o layout, os processos e os procedimentos, para que haja aceitação e comprometimento, cada pessoa deve adequar aos mesmos a sua postura interna; isto é, a atitude interior pessoal. A estrutura principal é a interior, onde cada qual se fundamenta na autoconfiança, a qual um colaborador, qualquer que seja o seu nível, tanto na iniciativa privada como na gestão pública, só poderá exercer se houver retaguarda. Esse suporte estimulante é fornecido pelo líder, ao declarar: "Vá em frente", "estou com você".  “Se você cair, estender-lhe-ei a mão”. O verdadeiro líder é o que procede de forma a que o outro execute a tarefa bem feita, sem obrigação; mas, por amor, por dever, com entusiasmo, com os recursos da inovação e da criatividade.

          A maior parte das pessoas é bastante resistente a qualquer tipo de mudança por medo do desconhecido. Como também há fatores que podem se tornar prejudiciais para o processo. Normalmente quando cada um quer fazer a sua mudança pessoal. É necessário sinergia entre os dirigentes. Quando entenderem que a mudança é um propósito coletivo, com evidência, vai dar certo. Se existe um consenso, por que dar errado? Dentro de determinado setor há pessoas que jogam contra. Estão com a mesma camisa, mas fazem gol contra. Pessoas que se empenham, consciente ou inconscientemente, para que o projeto dê errado; simplesmente porque a ideia partiu de outra cabeça.

É recomendável que se estabeleça um processo de conscientização geral que, normalmente, só terá efeito com alguém de fora, usando linguagem e métodos diferentes dos domésticos, já conhecidos e tão insistentemente batidos, sem a psicologia apropriada; até mesmo, sem exemplos pessoais.

A mudança é o único fato real que está sempre presente na vida das pessoas, dos organismos sociais e das empresas, em todo o mundo; Heráclito pensava assim na Antiga Grécia. Estamos às suas ordens, pois conhecemos a metodologia e dispomos dos instrumentos indispensáveis guardados em nosso coração...

Experimente e terá a confirmação...

Professor João Beserra da Silva
Telefones:11/84645220 – 6435-0934
Direitos de reprodução parcial e total protegidos pela Lei 5988/73. Se, para trabalhos escolares ou teses universitárias, parcialmente, o autor permite, desde que seja citada a fonte, incluindo nome do autor, origem e título da obra. Nunca para cursos explorados comercialmente ou profissionalmente.

Como Tornar as Mudanças no Ambiente de Trabalho um Processo Útil – PRIMEIRA PARTE - Professor Beserra



Como Tornar as Mudanças no Ambiente
de Trabalho um Processo Útil – PRIMEIRA PARTE
Professor João Beserra da Silva
          
Quais as empresas que estão atentas às mudanças? 
Quantas pessoas estão preparadas para elas? As corporações visam ao lucro; mesmo porque, sem ele, como se manterem? O lucro é consequência de boa prestação de serviços, de bons produtos, de ambiente feliz, de bom fluxo de caixa, de menos desperdício e de boa administração. E, desse modo, sê-lo-á perene. Tanto o serviço quanto o produto depende do ser humano.

Máquinas, tecnologias e avanços da ciência da informática são apenas instrumentos. O ser humano pode deter em suas mãos o melhor equipamento e, mesmo assim, produzir o pior produto ou prestar péssimos serviços. Hoje as empresas buscam a certificação das diversas formas de ISO. Que adianta trabalhar com a qualidade total e esquecer a pessoal?  Fizemos essa pergunta a uma consultora de montadora multinacional, em reunião do CCQ e ela se espantou... O profissional deve se especializar cada vez mais. Em técnicas de trabalho, e muito mais aperfeiçoar a sensibilidade. Além do uso da razão ou do coração, é preciso ouvir a intuição. Ela gera o salto quântico.

          As empresas podem favorecer as mudanças realizando-a, em primeira mão, no alto escalão. Deve começar na mentalidade de quem está liderando. O líder que extorquir, enganar, humilhar, mentir, pisar, tripudiar, sonegar informações e conhecimentos, estará agindo contra o crescimento natural da empresa ou do organismo que dirige. Jamais deve depender totalmente de outros, mas estimular o espírito de equipe, em contínua interdependência. Sem usar a força, mas pelo exemplo, pela atitude, precisa arrastar os seus subordinados e os seus pares. A palavra somente terá valor e sentido se os atos e as ações seguirem o que foi dito. É necessário que os dirigentes saibam que na mudança do layout da disposição da linha de produção, por exemplo, quem vai acionar as máquinas, manusear a matéria prima, a embalagem, estocar, carregar o caminhão e levar para a loja é o ser humano, que, por sua vez, deve ter consciência de que faz parte daquele produto, daquele processo, daquela empresa e que, por conseguinte, deverá ser ouvido. Além de ser uma parte, ele faz parte.

          Para driblar as adversidades encontradas no ambiente corporativo à implantação e à conclusão de um processo de transição cada profissional terá que aprender a se autogerenciar. Muitos ainda são submissos a ordens, regras e comportamentos que lhes são impostos, sem a explicação do porquê de determinada ação; muitas vezes em desalinho com a missão e o foco da organização. Lá no final da linha ou do processo, quando o produto estiver acabado ou o serviço concluído, estará um cliente esperando o que ele deseja, diferentemente do que ele queira lhe oferecer. Só que antes de chegar ao cliente final, há clientes que estão um ao lado do outro, dentro da própria empresa ou envolvidos no ato de proceder. Em uma corporação, entidade ou órgão público, todos contribuem para que o resultado final seja o esperado. Todos são clientes. Se dependem de você, são seus clientes. Se você depende dele, você é o cliente. Os diretores e gerentes querem que cada um encante o seu cliente e o trate como Deus, mas fomentam ou permitem a desarmonia entre as pessoas pelo mau exemplo entre eles mesmos. Maltratam a secretária e os de níveis tidos como baixos. Alimentam conflitos entre si e relutam em mudar. Como driblar as adversidades e os contratempos? Sabendo que todos nós somos resistentes às mudanças devido à incerteza e porque precisamos saber as suas razões. Tudo se tornará melhor pela conscientização, pela preparação, pela mudança das atitudes e da própria consciência, quebrando paradigmas, alinhando-se em torno dos objetivos comuns.

          Para que profissionais e instituições se entendam nesse sentido é imprescindível que todos conheçam o foco da empresa com oportunidade de autogestão. Há empresas que escondem a missão, deixam os valores velados e obscuros os seus objetivos. De acordo com Stephen R. Covey, que entrevistou em 21 anos, mais de cinco milhões de pessoas, apenas 15% conheciam o foco das respectivas empresas. Há um paradoxo quando dizem "autogerencie-se" e intervêm. A ingerência desmedida quebra o encanto da autogerência. Mas todos têm que ser preparados para se autogerenciarem com responsabilidade, satisfação e excelência.

Professor João Beserra da Silva
Telefones:11/84645220 – 6435-0934
Direitos de reprodução parcial e total protegidos pela Lei 5988/73. Se, para trabalhos escolares ou teses universitárias, parcialmente, o autor permite, desde que seja citada a fonte, incluindo nome do autor, origem e título da obra. Nunca para cursos explorados comercialmente ou profissionalmente.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Uma Nova Pessoa - Professor João Beserra da Silva


Mudanças - Uma Nova Pessoa

                   “Antes de começar o trabalho de modificar o mundo, dê três voltas dentro de sua casa”. Provérbio Chinês

          As mudanças são imperativas da própria Natureza. Nada nela é estático. Tudo está em constante movimento. Assim é a vida em todas as dimensões. Na pessoal, também. Com você e com aqueles que o cercam, é assim, da mesma forma. É preciso se imbuir dessa consciência.
          Tudo se move no Universo. O sábio Galileu notou esse fato. Apesar de vigiado, perseguido e condenado, morreu afirmando essa verdade - “eppur si muove”.
          Para onde vai esse movimento? Em duas direções fundamentais, básicas para as demais. Movimenta-se para o seu sistema, nele e em torno de si. É como a Terra em seus deslocamentos - na translação e na rotação.
          O indivíduo que almeja mudar precisa observar esses dois fatores. Em relação a si e ao seu mundo. Para provocar mudanças, onde vivemos, é forçoso que mudemos em primeiro lugar a nós mesmos.
          Já notou que “só o outro está errado?” Só ele carece de modificações? Essa é a grita geral em todos os quadrantes. Tudo se exige do outro em quaisquer situações e em todos os níveis: pessoal, familiar, religioso, político e profissional. Em todas as esferas; regional, nacional e internacional. Muitas empresas estão se afastando da prosperidade exatamente por essa razão. Por obtusidade de muitos executivos, gerentes e líderes. Alguns garantem: “Por que mudar se vem dando certo há tantos anos”?
          Por esse processo vamos sempre esbarrando na necessidade de continuar exigindo e esperando por mudanças, sem êxito. Em virtude de estratégias impróprias e de conceitos errôneos, sempre com preconceitos, extremismos ou radicalismos. Onde impera o dogmatismo, distanciam-se ou afastam-se a flexibilidade e a flexibilização.
          Com certeza, “nenhuma mudança duradoura vem de fora”. Com mais propriedade, é-nos possível asseverar que as modificações necessárias e fundamentais dificilmente são operadas lá fora, exteriormente. No entanto, quando o ser humano realmente se desprende das amarras do egoísmo e do orgulho, do comodismo e do atrelamento aos condicionamentos exteriores, ancora-se na sabedoria interna que o concita a mudar a si mesmo.
          Só uma pessoa pode mudar a sua vida!  Exclusivamente ela detém esse poder. Somente Você!
          Ninguém é capaz de tal proeza, por mais que alardeie. Portanto, valha-se dele para alterar o sentido da sua existência. Disponha-se a fazê-lo agora! Neste instante, pela determinação de mudar o que precisa ser mudado. De modificar aquilo que tenciona mudar. De transformar o seu mundo para melhor.

          Como? De que modo?

          Se de fato, com sinceridade, deseja esse mundo melhor, o primeiro caminho a tomar é o da própria remodelação. A começar por si mesmo, melhorando-se. Esta afirmação resulta do pressuposto de que visa a um mundo melhor, composto por você e por todos aqueles que o rodeiam.
          É necessário que percorra as vias do autoconhecimento. Portanto, como só é possível proceder a essa mudança em si próprio, se cada um assumir essa benfazeja tarefa, o mundo será natural e normal, devido ao fato de cada um estar cuidando de si.
          Fantasticamente producente é cada um de nós propor esse caminho ao nosso grupo, oferecendo-lhe o exemplo pessoal. Aqui se coloca como proposta e como sugestão. Nunca como imposição. Como realizá-lo? De que modo?
          Requer muita coragem. Sobremodo quanto à descoberta das fraquezas pessoais. Quanto ao inventário daquilo que necessita ser modificado. Como serão essas metamorfoses? O que pode ser alterado? Somente o que estiver desajustado da engrenagem e do ritmo normal da vida.
Para criar grupos de estudos em sua cidade, em sua empresa ou seu organismo social contate-nos:
Professor João Beserra da Silva
11/8464-5220 – 6435-0934
Antes de imprimir, PENSE VERDE. PENSE no Meio Ambiente
Direitos de reprodução parcial e total protegidos pela Lei 5988/73. Se, para trabalhos escolares ou teses universitárias, parcialmente, o autor permite, desde que seja citada a fonte, incluindo nome do autor, fonte e título da obra. Nunca para cursos explorados comercialmente ou profissionalmente.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Liderança Pessoal – Prioridades do Líder


Liderança Pessoal – Prioridades do Líder

O líder tem como prioridade básica:
·       Motivar as pessoas a servir;
·       Estimulá-las a que realizem trabalhos mais eficazes;
·       Que sejam produtivas e se tornem pessoas melhores.
É um grande desafio: de Gerenciamento e de Liderança. Mais do que emprego ou meio de ganhar a vida, é uma missão: tanto sua quanto da empresa.
O Líder que serve:
• Acredita nas pessoas que lidera;
• Está sempre pronto(a) para ser surpreendido(a) pelo potencial delas;
• Alegra-se quando esse fato acontece.
• Seu lema é “mudar para sobreviver; servir para vencer”.
O líder pleno de poder pessoal é compreensivo, dotado de espírito humanitário. Tem grandeza de caráter, modéstia e humildade. É bom, sem ser bobo. Detém a faculdade de convencer os liderados, pela arte da persuasão. Dá tudo de si pelo que faz, passando esse espírito à sua equipe de trabalho. É intuitivo, tem garra, fibra e conduz Deus em seu coração. É ético, honesto, negociador e envolvente. Tem pensamento organizado, estilo firme de liderança e persistência. É imbatível e único; original e fora-de-série. Jamais se encontrará alguém igual a ele; seu ser é marcante e a sua lembrança eterniza-se na mente das pessoas, que se tornam suas admiradoras. Sabe que o melhor que alguém pode realizar é conquistar a admiração dos outros. Quando alguém é admirado(a), com evidência, é seguido(a) por multidões com prazer e, até mesmo, certa paixão.
Para tanto, o autêntico líder deve saber comunicar-se muito bem em todos os níveis e com todas as áreas, expressar-se em público, com postura adequada, por meio de qualquer veículo de comunicação. Enfim, o líder deve ser sábio e inspirador.

Para criar grupos de estudos em sua cidade, contate-nos

Professor João Beserra da Silva
11/2086-3567 - 8464-5220 – 9126-8916
P Antes de imprimir, PENSE VERDE. PENSE no Meio Ambiente
Direitos de reprodução parcial e total protegidos pela Lei 5988/73. Se, para trabalhos escolares ou teses universitárias, parcialmente, o autor permite, desde que seja citada a fonte, incluindo nome do autor, fonte e título da obra. Nunca para cursos explorados comercialmente ou profissionalmente.

LIDERANÇA PESSOAL


LIDERANÇA PESSOAL
• Você é um líder verdadeiro?
• Você consegue alcançar o coração da sua equipe?
• Possui poder pessoal?
• Carisma, competência e espírito de justiça?
• Você sabe tornar produtivas as reuniões?
• Eficiência e eficácia estão presentes nas ações de sua equipe?
Liderança Pessoal
Aquele que emerge do seu meio por sua força interior, independentemente de títulos ou de rótulos, é líder autêntico.
O verdadeiro líder emerge do grupo por sua força interior, independentemente de títulos ou de rótulos sem se impor ou sem necessariamente ser imposto por delegação de terceiros.
É detentor do poder pessoal. Utiliza-se com justiça do delegado. É, notadamente líder de si mesmo. Conserva disciplina própria. É vencedor por si, devido às suas características pessoais – personalidade magnética e agradável. Possui equilíbrio. A ninguém obriga. Todos colaboram com ele de livre e espontânea vontade. Manifestam-se prazerosos em segui-lo e realizam o que lhes pede.
O líder valoriza a todos e estimula o trabalho em equipe, fazendo cada um se sentir útil. A sua grande arma é o próprio exemplo. Tem auto-estima e respeita a todos.
Está pleno de autoconfiança e domina pelo conhecimento de todos os setores ligados à sua supervisão, ou à sua área de ação. Trabalha com alegria. Nunca torna obrigatórios os seus desejos ou idéias. Sempre pede ou sugere. Esforça-se para estar a todo tempo de bom-humor. Faz suas tarefas com entusiasmo e a todos sorri. Mas é enérgico e energético; ativo, dinâmico, incansável e cuida muito bem de si.
O verdadeiro líder é avesso à mentira. Está afastado de fofoqueiros, de mentirosos e de subservientes. O paternalismo e a autocracia passam ao largo dele. Adota a administração participativa, sem burocracia. Toma sempre a iniciativa e é sincero. Assume as responsabilidades pelos erros da equipe e os riscos. Nunca chama só para si o mérito pelos acertos.
Acredita sempre nas metas e convence a todos de que é possível alcançá-las, motivando-os para esse propósito, com o seu espírito verdadeiramente empreendedor. Aceita desafios. É corajoso e mantém atitude mental positiva permanente (AMPP). É influenciador.
Acima de tudo, está disposto a servir aos colaboradores e auxiliá-los a alcançar o sucesso. Líder é alguém treinado para pensar, refletir, tomar decisões conscientes e enfrentar desafios. Lidera com convicção de propósito e com o espírito de servir, sem jamais ser servil a quem quer que seja. Quando alguém pensar que ele pode chegar a esse nível, torna-se altivo e firme, pois confia sobremaneira em si, em primeiro lugar.
“Quando se encaram as pessoas apenas como unidades de produção, os programas motivacionais tendem a ser mecânicos e manipuladores, e o efeito colateral pode ser a atrofia da alma dos cooperadores”. C.William Pollard – chairman da Service Master.
Segundo Peter Drucker, a nossa sociedade hoje é pós-capitalista, cujas moedas são: O Conhecimento e a Informação, que são recursos que se tornam a Chave para o Desenvolvimento Econômico.
Se se interessar por esse processo de mudanças, fale conosco e nos convide para uma palestra em sua empresa ou em seu organismo social; ou, se detiver o poder público, em sua repartição, em órgão municipal, estadual ou federal.
Para criar grupos de estudos em sua cidade, contate-nos

Professor João Beserra da Silva
11/2086-3567 - 8464-5220 – 6417-3152
P Antes de imprimir, PENSE VERDE. PENSE no Meio Ambiente
Direitos de reprodução parcial e total protegidos pela Lei 5988/73. Se, para trabalhos escolares ou teses universitárias, parcialmente, o autor permite, desde que seja citada a fonte, incluindo nome do autor, fonte e título da obra. Nunca para cursos explorados comercialmente ou profissionalmente.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

3a. Parte Como Tornar as Mudanças no Ambiente de Trabalho um Processo Útil


O ambiente é estimulante quando agradável. Quando as pessoas são transparentes, sinceras, leais. Ao mudar o layout, os processos e os procedimentos, para que haja aceitação e comprometimento, cada pessoa deve adequar aos mesmos a sua postura interna; isto é, a atitude interior pessoal. A estrutura principal é a interior, onde cada qual se fundamenta na autoconfiança, a qual um funcionário só pode exercer se houver retaguarda. Esse suporte estimulante é fornecido pelo líder, ao declarar: "Vá em frente", "estou com você". Se você cair, estender-lhe-á a mão. O verdadeiro líder é o que faz com que o outro execute a tarefa bem feita, sem obrigação; mas, por amor, por dever, com entusiasmo.

          A maior parte das pessoas é bastante resistente a qualquer tipo de mudança, por medo do desconhecido. Como também há fatores que podem se tornar prejudiciais para o processo. Normalmente quando cada um quer fazer a sua mudança pessoal. É necessário sinergia entre os dirigentes. Quando entenderem que a mudança é um propósito coletivo, com evidência, vai dar certo. Se existe um consenso, por que dar errado? Dentro de determinado setor há pessoas que jogam contra. Estão com a mesma camisa, mas fazem gol contra. Pessoas que fazem tudo para que o projeto dê errado simplesmente porque a ideia partiu de outra cabeça. É recomendável que se estabeleça um processo de conscientização geral que, normalmente, só terá efeito com alguém de fora, usando linguagem e métodos diferentes dos domésticos, já conhecidos e tão insistentemente batidos, sem a psicologia apropriada; até mesmo, sem exemplos pessoais. A mudança é o único fato real que está sempre presente na vida das pessoas e das empresas, em todo o mundo.
Professor João Beserra da Silva
Telefones:11/84645220 - 91268916
Direitos de reprodução parcial e total protegidos pela Lei 5988/73. Se, para trabalhos escolares ou teses universitárias, parcialmente, o autor permite, desde que seja citada a fonte, incluindo nome do autor, fonte e título da obra. Nunca para cursos explorados comercialmente ou profissionalmente.

2a. Parte - Como Tornar as Mudanças no Ambiente de Trabalho um Processo Útil


Para driblar as adversidades encontradas no ambiente corporativo à implantação e à conclusão de um processo de transição cada profissional precisa aprender a se autogerenciar. Muitos ainda são submissos a ordens, regras e comportamentos que lhes são impostos, sem a explicação do porquê de determinada ação; muitas vezes em desalinho com a missão e o foco da organização. Lá no final da linha, quando o produto estiver acabado, estará um cliente esperando o que ele deseja e diferentemente do que ele quer lhe oferecer. Só que antes de chegar ao cliente final, há clientes que estão um ao lado do outro, dentro da própria empresa. Em uma corporação todos contribuem para que o resultado final seja o esperado. Todos são clientes. Se dependem de você, são seus clientes. Se você depende dele, você é o cliente. Os diretores e gerentes querem que cada um encante o seu cliente e o trate como Deus, mas fomentam ou permitem a desarmonia entre as pessoas pelo mau exemplo entre eles mesmos. Maltratam a secretária e os de níveis tidos como baixos. Alimentam conflitos entre si e relutam em mudar. Como driblar as adversidades e os contratempos? Sabendo que todos somos resistentes às mudanças devido à incerteza e porque precisamos saber as suas razões. Tudo se tornará melhor pela conscientização, pela preparação, pela mudança das atitudes e da própria consciência, quebrando paradigmas, alinhando-se em torno dos objetivos comuns.

          Para que profissionais e instituições se entendam nesse sentido é imprescindível que todos conheçam o foco da empresa com oportunidade de autogestão. Há empresas que escondem a missão, deixam os valores velados e obscuros os seus objetivos. De acordo com Stephen R. Covey, que entrevistou em 21 anos, mais de cinco milhões de pessoas, apenas 15% conheciam o foco das respectivas empresas. Há um paradoxo quando dizem "autogerencie-se" e intervêm. A ingerência desmedida quebra o encanto da autogerência. Mas todos têm que ser preparados para se autogerenciarem. O entendimento vem da consciência clara do "seja gerente de você mesmo" e da posse desse compromisso pessoal. Para demonstrar que pode, é preciso que trace seus próprios objetivos e seus planos individuais. Que saiba administrar o seu salário, o seu desenvolvimento pessoal, a sua evolução; porque tudo é consequência de sua própria visão. Assim todos entenderão a visão da corporação e estarão firmes no seu foco. Algumas empresas aboliram o cartão de ponto, o que permite ao colaborador gerenciar todo o seu tempo, sem perder o foco da tarefa. Esses fundamentos afirmam "seja você mesmo", mas com responsabilidade, pois deve entregar a sua tarefa, cumprindo a sua missão, como parte eficiente do todo eficaz.
Professor João Beserra da Silva
Telefones:11/84645220 - 91268916
Direitos de reprodução parcial e total protegidos pela Lei 5988/73. Se, para trabalhos escolares ou teses universitárias, parcialmente, o autor permite, desde que seja citada a fonte, incluindo nome do autor, fonte e título da obra. Nunca para cursos explorados comercialmente ou profissionalmente.


Como Tornar as Mudanças no Ambiente de Trabalho um Processo Útil



Como Tornar as Mudanças
no Ambiente de Trabalho um Processo Útil
Professor João Beserra da Silva
          
Quais as empresas que estão atentas às mudanças? 
Quantas pessoas estão preparadas para elas? As corporações visam ao lucro; mesmo porque, sem ele, como se manterem? O lucro é consequência de boa prestação de serviços, de bons produtos, de ambiente feliz, de bom fluxo de caixa e de boa administração. E, desse modo, sê-lo-á perene. Tanto o serviço quanto o produto depende do ser humano.

Máquinas, tecnologias e avanços da ciência da informática são apenas instrumentos. O ser humano pode deter em suas mãos o melhor equipamento e, mesmo assim, produzir o pior produto ou prestar péssimos serviços. Hoje as empresas buscam a certificação das diversas formas de ISO. Que adianta trabalhar com a qualidade total e esquecer a pessoal? O profissional deve se especializar cada vez mais. Em técnicas de trabalho, e muito mais aperfeiçoar a sensibilidade. Além do uso da razão ou do coração, é preciso ouvir a intuição. Ela gera a sensibilidade

          As empresas podem favorecer as mudanças realizando-a, em primeira mão, no alto escalão. Deve começar na mentalidade de quem está liderando. O líder que extorquir, enganar, mentir, pisar, sonegar informações e conhecimentos, tripudiar estará agindo contra o crescimento natural da empresa que dirige. Jamais deve depender totalmente de outros, mas estimular o espírito de equipe, em contínua interdependência. Sem usar a força, mas pelo exemplo, pela atitude, deve arrastar os seus subordinados e os seus pares. Toda palavra terá valor e sentido se os atos e as ações seguirem o que foi dito. É preciso que os dirigentes saibam que na mudança do layout da disposição da linha de produção, por exemplo, quem vai acionar as máquinas, manusear a matéria prima, a embalagem, estocar, carregar o caminhão e levar para a loja é o ser humano, que, por sua vez, deve ter consciência de que faz parte daquele produto, daquela empresa e que, por conseguinte, deverá 
ser ouvido. Além de ser uma parte, ele faz parte. (Segue a 2a. parte)

Professor João Beserra da Silva
Telefones:11/84645220 - 91268916
Direitos de reprodução parcial e total protegidos pela Lei 5988/73. Se, para trabalhos escolares ou teses universitárias, parcialmente, o autor permite, desde que seja citada a fonte, incluindo nome do autor, fonte e título da obra. Nunca para cursos explorados comercialmente ou profissionalmente.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

A Economia e a Vida

A Economia e a Vida
Marcus Eduardo de Oliveira (*)

Talvez o maior erro do sistema capitalista seja o fato de ter baseado a vida econômica na acumulação de capital, identifi-cando isso como sinônimo de progresso.
Nesse sentido, acumular significa, grosso modo, enfatizar o “ter”, em detrimento do “ser”. Essa é a característica emble-mática de um sistema que se assenta sobre todo e qualquer modo para se atingir essa finalidade; razão pela qual a explo-ração, em toda sua plenitude, é largamente observada na ma-neira e nos modos como esse sistema opera.
Pois bem. Ao ler o ensaísta equatoriano Eduardo Mora-Anda (A História dos Ideais), que faz consistente crítica sobre a ma-neira de proceder desse sistema, verificamos que “o capita-lismo supõe que o dinheiro é fértil e deve produzir lucros, o que é mentira, porque o dinheiro, de per si, sem trabalho, não produz nada”.
No entanto, a ciência econômica, à lá mercantilização capita-lista da vida, insiste em inverter essa situação e apregoar den-tro dos mecanismos que comandam o mercado, que dinheiro gera dinheiro, que dinheiro trás felicidade.
Conquanto, quando a economia pelas mãos de Adam Smith, nas duas últimas décadas do século XVIII, se fez ciência, nasceu com o propósito de explicar o “progresso das nações”. Isso pode ser considerado um avanço à época, pois superava lar-gamente a idéia mercantilista - que se consolidou a partir do período histórico da Revolução Comercial (séculos XVI – XVII-I) - de que o acúmulo de metais preciosos era a finalidade ím-par, e a condição sine qua non, para se tornar forte e dinâmico; tudo isso, é claro, movido por algo “nobre”: a ação individual das pessoas. Era o individualismo correndo na busca pelo dinheiro; portanto, pelo “progresso”.
Desse modo, com Smith e os demais clássicos ingleses, o indi-vidualismo ganhou referência ímpar em termos de análise e-conômica. Isso serviu de base ao liberalismo econômico clás-sico; afinal, “os homens são por naturezas egoístas, motivados apenas por interesses próprios” dizia Dudley North.
Pois bem. Tomando por base essas primeiras lições econômi-cas, três idéias puderam ser afloradas: 1. É necessário acumu-lar; 2. É preciso ser individualista; 3. Que se dane o resto.
Ora, tais pressupostos, decorridos mais de 230 anos, infeliz-mente se petrificaram a ponto de se converter em paradigma. No entanto, é preciso mudar essa história. Deus nos criou para amarmos as pessoas e utilizarmos as coisas. Todavia, por conta desses pressupostos, estamos também invertendo isso e amando as coisas e utilizando as pessoas.
Mas, algo precisa ser feito. Sugestão: a ciência econômica, “manipulada” pelos homens de bem, precisa encontrar alter-nativas nas políticas públicas para promover melhorias na vi-da das pessoas que participam da atividade econômica, ora produzindo, ora consumindo, trocando mercadorias, gastando seus recursos ou mesmo poupando-os. Isso é economia! Em outras palavras, a economia precisa funcionar para o bem maior, ainda que seja necessário algumas vezes remar contra a maré. Só faz sentido se pensar em Economia (enquanto ci-ência/conhecimento/atividade) quando “acoplamos” nas di-versas variáveis econômicas a figura primordial do indivíduo, até mesmo porque toda a atividade produtiva gira em torno de quem? Gira em torno desse indivíduo que responde à eco-nomia com seus desejos e necessidades, indispensáveis à sua sobrevivência.
Na verdade, não importa saber se a economia (enquanto ati-vidade) vai bem ou vai mal; o que realmente importa saber é quem (eu, você, nós) vai bem e quem (ele, ela, todos nós) vai mal na economia. Esse quem se refere às pessoas; somos todos nós, participantes da economia, ainda que, pela regulação econômica atual, cujo predomínio é dado pelas grandes cor-porações detentoras de capital, em que prevalecem apenas as exorbitantes taxas de lucros, nós, os participantes da vida e-conômica, sejamos colocados como meros coadjuvantes, e não como as personagens principais desse enredo.
Há problemas diversos a serem superados? Há dificuldades por vezes que se apresentam intransponíveis? Há limites im-postos pelas leis da natureza? Há escassez a serem dribladas, principalmente quando essas são “criadas” adredemente para que os preços subam? Para cada uma dessas indagações, a resposta é SIM.
Conquanto, há ainda algo muito mais importante a ser feito: é a necessidade de se consolidar em cada um de nós o senti-mento plausível da construção de outra economia. Que outra economia? Essa outra economia é possível e alcançável? Sim. Essa outra economia que aqui faço alusão é humana, é social, é equilibrada ecologicamente. Essa outra economia é justa e participativa, é solidária e fraternal, é coletiva, e não individu-al, apesar dos manuais acadêmicos recomendarem a prática sistemática do individualismo como dissemos anteriormente.
Essa outra economia passa pela solidariedade e aponta dedo em riste para o lado social como porta de entrada para um mundo melhor, sempre esperando que os novos modelos eco-nômicos de crescimento englobem o indivíduo como ponto focal em suas análises.
A economia não é somente o mercado e as mercadorias. A e-conomia não são somente as taxas, os índices, os indicadores, os lucros, os grandes conglomerados, as finanças, os números e os gráficos que compõem o universo de análise técnico-acadêmica. A economia é o indivíduo que trabalha, que pro-duz, que negocia, que vive, que carece de ajuda, que sonha com um amanhã melhor.
A outra economia que, creio, todos queremos, é a economia do crescimento com qualidade, com equilíbrio, com justiça social. É a economia que soma e inclui; não aquela que divide e exclui e, por isso, se torna desigual, acumulando injustiças sociais, indo muito mal. A economia que queremos não é aquela que torna a “sociedade malvada” nas sábias palavras do professor Paulo Freire (1921-97). A economia que todos queremos é dinâmica e expansiva e, por isso (e também para isso), capaz de “construir um mundo onde todos ganhem”, nas palavras da economista Hazel Henderson.
A economia que queremos deve se pôr à serviço das pessoas, e não esperar que as pessoas se coloquem à serviço dessa e-conomia. A economia que ansiamos reconhece o papel das pessoas e respeita os limites da biosfera ao não propor, por exemplo, um crescimento a qualquer preço, sem regras esta-belecidas. A economia que queremos ver praticada em nossa sociedade propõe trocar o atual modelo de crescimento (ex-presso em quantidade) por um modelo de desenvolvimento (expresso em qualidade), até mesmo porque, em momento algum, quantidade significou qualidade. Quantidade satisfaz apenas a ganância e a mesquinhez consumista; enquanto qua-lidade satisfaz o espírito e enobrece as relações humanas.
A outra economia que esperamos ver em breve nos próximos tempos se preocupa com a felicidade das pessoas, busca o bem estar comum. A outra economia que sonhamos, por fim, sabe de seus limites e se reconhece como apenas um meio, pois compreende firmemente que se há um final, esse certamente é a vida de cada um. E que essa vida seja economicamente melhor para todos – e por todos - com bem-estar e com capacidade de sempre se renovar para continuar sua evolução, com limites, com respeito, com organização democrática, com a participação coletiva.
A ciência econômica nasceu para isso. Disso não tenhamos dúvida. A Economia – ciência - nasceu para apontar alternati-vas na construção de um mundo melhor, para propor cami-nhos que levam cada um de nós a escolher as melhores deci-sões, maximizando nossos desejos e esperando que o coletivo se fortaleça, pois não há progresso verdadeiro quando o pró-ximo passa fome.
A economia se fez ciência definitivamente para junto às outras ciências definir soluções responsáveis em matéria de boa governança na aplicação do dinheiro público, visto que a “ali-mentação” dos cofres públicos sai do bolso do contribuinte.
A ciência econômica nasceu, sobretudo, para promover a de-mocracia econômica e, a partir do resgate da valorização das ações coletivas promover algo mais: a libertação de cada um de nós e do todo.
Para tanto, é necessário que estejamos adaptados e prepara-dos para essas mudanças. Quanto a isso, não tenhamos dúvi-das que a economia muda, em geral, mais rapidamente do que a nossa capacidade de organizá-la. Por isso, entender a eco-nomia e seus meandros (macro e microeconômicos) são fun-damentais para a realização dessa mudança.

Definitivamente, a ciência econômica precisa se firmar ado-tando uma postura em favor da natureza (crescer sem destru-ir) e da vida (eliminar a exclusão e priorizar o indivíduo). Pa-ra tanto, é imprescindível condenar o individualismo que rei-na às soltas nas noções iniciais de economia e incorporar, em seu lugar, os princípios da economia solidária pautadas na co-operação. Por fim, as técnicas econômicas precisam ser rede-senhadas pondo os meandros da macroeconomia à serviço de um bem maior: a vida; afinal, cabe reiterar, o fim é a vida, e, o meio, pode ser a ciência econômica.
(*) Professor de economia da FAC-FITO e do UNIFEIO (São Paulo) - Autor dos livros “Conversando sobre Economia”, “Pensando como um Economista” e “Provocações Econômicas” (no prelo).
Os artigos desse autor em torno de questões econômicas têm sido amplamente publicados no Brasil e no exterior, com des-taque em Portugal, Cabo Verde, Timor Leste e Angola, além do jornal PRAVDA (Rússia). Contato:
prof.marcuseduardo@bol.com.br;